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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Relatividade



Relatividade (por Kraudião)


Tão perto, mas bem distante.
Quando distante, às vezes, tão perto.
Quando rico é um pouco pobre.
Às vezes pobre sendo tão rico.
Quando sozinho, busca multidão.
Em plena multidão, se sente sozinho.
Às vezes tão cheio que é vazio.
Quando vazio, pode ser bem cheio.
Tamanho desejo para pouca necessidade.
Muita necessidade resolvida com mínimo desejo.
Quando vulnerável, talvez mais bem protegido.
Às vezes por se achar protegido, mais vulnerável
Quando rápida e impensada decisão, demorada solução.
Tão esperada e refletida solução, sensata e definitiva decisão.
Tão chamativo na aparência para disfarçar a essência.
Tamanha é a essência que diminui o apelo na aparência.
Quando muito amante, às vezes, bem menos amigo.
Quando intensamente amigo, nem sempre um bom amante.
Muita teoria infundada, menos vivência prática internalizada.
Mais experiências concretas na vida, menos teoria a ser idealizada.
Quanto mais intelectualizado, menos será o sentimento desperto.
Muito sentimento desperto, pouco interesse em ser intelectualizado.
Muita profundidade na relação, menos dissabores com as ilusões.
Muitas ilusões na relação, menos mergulho na profundidade do ser.
Mais inveja reverberando na mente, menos consciência de liberdade.
Muita consciência desperta, menos sofrimento a torturar pela inveja.
Mais defensivo perante a vida, menos aprendizado em sabedoria.
Mais sabedoria em lidar com a vida, menos resistência sistemática ativa.

Salvador-BA, 20 de novembro de 2013.