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segunda-feira, 4 de abril de 2011

O poder da palavra


O poder da palavra (por: Kraudião)


Palavra leve vencendo as leis da gravidade.
Palavra triste carregada de mágoa e pesar.
Palavra viva além dos limites da imaginação.
Palavra forte na dramaticidade de contextos.
Palavra dita para ser ouvida em alto em bom som.
Palavra escrita nas linhas pautadas deste meu caderno.
Palavra de honra para toda uma vida de retidão.
Palavra sagrada transmitida aos iniciados na Arca Real.
Palavra articulada com cultura de muitas gerações.
Palavra afiançada no compromisso entre pares.
Palavra chave dos mistérios e segredos da humanidade.
Palavra escapulida na terapia é ato falho.
Palavra lúdica que se pronuncia e nos faz rir.
Palavra nula para quem não sabe o que quer dizer.
Palavra imunda de efeito moral em que todos se sujam.
Palavra angustiante revelando nosso estado de ser.
Palavra repetida reforçando meu ponto de vista.
Palavra chiclete grudada em nossa mente.
Palavra saborosa que dá gosto de dizer.
Palavra precipitada antes do uso da razão.
Palavra condicionada ao contexto social.
Palavra inconseqüente nunca acerta a hora.
Palavra diferente nem sempre facilita a compreensão.
Palavra mal escrita não passou pela revisão.
Palavra midiática sempre brilha e chama atenção.
Palavra carente de semântica e nexo.
Palavra dúbia com muitas possibilidades.
Palavra autoral nos grandes textos da verdade.
Palavra agradável, pois foi ouvida na hora decisiva.
Palavra gigante é polissilábica e não palavrão.
Palavra secreta na boca de quem não quer falar.
Palavra indiscreta por revelar algo proibido.
Palavra instantânea surgindo do nada.
Palavra afetuosa em resposta a uma boa causa.
Palavra sem sentido causando confusão.
Palavra escondida no desafio coquetel.
Palavra nova e diferente é neologismo.
Palavra mágica que ilude a multidão.
Palavra perfeita para comunicar.
Palavra infeliz que ninguém quer ouvir.
Palavra encantada para pedidos mágicos.
Palavra partida quando dividida em sílabas.
Palavra cantada em versos e prosas.
Palavra esquecida difícil de lembrar.
Palavra perdida no meio de tantas outras.
Palavra viva para alegria de todos.
Palavra maldita sempre na boca dos tolos.
Palavra final para encerrar um assunto.


Salvador-BA, 04 de abril de 2011